INDICANDO BIBLIOS

Há algum tempo eu procuro trabalhos de outros bibliotecários(as) por aí para ver o que o pessoal anda fazendo pelas internets.

Depois do vídeo de perguntas e respostas, vi que muiiita gente também queria saber sobre quem anda fazendo o que e resolvi fazer uma postagem com todas as pessoas que encontrei por aí.

O post está em eterna atualização, então se você souber de alguém que faz um trabalho bacana ligado a biblioteconomia na internet, deixe nos comentários que vou atualizando! Mas nada de bloguinho pessoal ok? É sobre biblio! 

A lista (em ordem aleatória!):

Revista Biblioo: https://biblioo.info/

Doce Biblioteca: https://docebiblioteca.wordpress.com/

Prateleira de cima: https://www.youtube.com/prateleiradecima

Biblioteca fantástica: https://www.youtube.com/channel/UCp6G6QLobRGBXVrpdQosltg

Bibliotecária leitora: https://www.youtube.com/channel/UC7PJsPuahxx6VodhFHIUSyA

Monitoria científica da FESP-SP: http://monitoriafabci.blogspot.com.br/

Santa biblioteconomia: https://santabiblioteconomia.com/

Revista eletrônica da ABDF (coluna do Daniel Guilarducci): http://revista.abdf.org.br/cultura/itemlist/user/351-danielguilarducci.html

Caçadores de bibliotecas: http://www.cazadoresdebibliotecas.com/?m=0

INFO home (do Prof. Oswaldo Francisco de Almeida Junior): http://www.ofaj.com.br/

ExtraLibris: https://medium.com/extralibris

Biblioteconomia para concursos: http://biblioteconomiaparaconcursos.com/

Index-a-Dora: https://indexadora.com/

Blogs de biblios: https://blogsdebiblio.wordpress.com/

Bibliotecários sem fronteiras: https://bsf.org.br/

Librarianship Studies & Information Technology: https://www.youtube.com/channel/UCUoHYecxMZmlx0mxdrL8S3w

SJSU School of Information: https://www.youtube.com/user/sjsuslis/videos

Librarian Wardrobe: http://librarianwardrobe.com/

 

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DIA DA MULHER: 4 ESCRITORAS PARA SE LER

Então hoje é dia da mulher! Parabéns para todas nós, hoje e sempre.

Nem vou entrar na discussão de ‘não queremos flores, queremos respeito’, porque acho que temos o direito de ter ambos. Não sei porque a maioria das pessoas ainda pensa em ou isso ou aquilo. Eu quero ter tudo, todas nós temos o direito de ter tudo. Enfim, entrei em devaneios.

Hoje eu resolvi organizar uma lista de livros escritos por mulheres e indicar aqui. Eu já faço isso no canal e para quem quiser conferir tem uma playlist bem lindona só de autoras, mas aqui no blog vou tentar indicar algumas obras diferentes de lá. Bora:

Começando com as brasileiras:

– Hilda Hilst: nascida em Campinas, era formada em direito, foi poetisa, romancista, cronista e tudo que puder ser relacionado a literatura. Ganhou diversos prêmios e é considerada um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa. Segundo a própria autora suas obras têm como tema máximo a complexa relação entre o homem e Deus. Faleceu em 2004 aos 73 anos.

Indico:

A obscena Senhora D

Do desejo

– Rachel de Queiroz: nascida em Fortaleza, ela era jornalista, tradutora, romancista e também intimamente ligada a todos os estilos literários. Foi uma pioneira: a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, a primeira a receber o prêmio Camões e formadora do primeiro núcleo do Partido Comunista Brasileiro. Ela chegou a ser presa em 1937, acusada de ser comunista e diversos exemplares de suas obras foram queimados. Já em 1964 ela apoiou a ditadura militar integrando o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA, partido político de sustentação do regime. Faleceu em 2003 aos 92 anos.

Indico:

O quinze

Memorial de Maria Moura

– Ursula K. Le Guin: nascida na Califórnia, formada em letras é um dos principais nomes da ficção científica. É escritora desde a infância e lecionou literatura em diversas universidades nos Estados Unidos. Recebeu, nomeadamente por suas obras, cinco prémios Hugo, seis prémios Nebula e nove prémios Locus, mais do que qualquer outro autor. Suas obras são cheias de temas como sociologia, política, ambientalismo, anarquismo e taoísmo. A autora é viva e tem 87 anos.

Indico:

A mão esquerda da escuridão (tem resenha aqui) e esse discurso incrível.

*’Os despossuídos’ vai sair em português pela editora Aleph em maio!

– Virginia Woolf: nascida em Londres, foi uma romancista, editora britânica e uma das mais proeminentes figuras do modernismo. Ela era membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhava um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entre guerras. A autora foi estudada em diversos aspectos, desde suas críticas sociais, até suas visões feministas e seus problemas psiquiátricos (Woolf sofria de depressão). Ela cometeu suicídio em 1941, aos 57 anos.

Indico: Mrs. Dalloway

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A SITUAÇÃO BIBLIOTECÁRIA

Oi Br, vocês vão bem? Vim fazer textão.

Nesse começo de ano tenho recebido tsunamis de perguntas sobre o mercado de trabalho, salário, oportunidades de emprego. Creio que seja por causa dos vestibulares e afins, ou não, vai saber.

Então para facilitar minha vida, em vez de responder mil vezes a mesma coisa, resolvi vir aqui fazer um textão e ai saio disparando o link e poupo meu tempo também.

Então, como está o mercado de trabalho? O salário é bom? Tem muitas vagas? Quanto você ganha? Vai dar para ficar rica?

NOPE. E não façam mimimi, vou mandar o sincerão mesmo.

Gente, antes de qualquer coisa: acordem, biblioteconomia está ligado a educação e cultura. Como andam esses dois aspectos no Brasil? Apenas reflitam.

Eu já falei mil vezes e todo mundo sabe ou não que eu faço doutorado e me dedico à pesquisa científica. OU SEJA, não estou no mercado de trabalho, então só posso imaginar como está e dizer o que acho. Então vou dividir o textão entre pós e mercado. Sigam por onde preferirem.

COMO ESTÁ NA PÓS?

Ruim. Não há verba, não há bolsa para todos e a pressão vai bem obrigada e aumentando. Aproveito para deixar alguns pontos claros: ninguém ganha bolsa para ‘não fazer nada’. Bolsa é salário e para recebe-la nós precisamos trabalhar, com carga horária semanal definida, assinar contrato de trabalho e ter dedicação exclusiva à universidade a que somos vinculados. Por tanto É TRABALHO, É TRABALHO COMO O SEU, DA SUA MÃE, DO SEU PAI, DE TODO MUNDO. Ela não vem fácil, nós não ‘vivemos a vida inteira de bolsa’, nós vivemos de trabalho e salário. Se chama bolsa porque a universidade pública não contrata pesquisador estudante e nem contrata sem concurso público, então temos bolsas para trabalhar para a universidade.

‘Ah mas você vive disso e não devolve nada para o país’. Devolvo sim. Eu publico artigos, apresento trabalhos em eventos científicos, me mantenho atualizada e produzindo para a universidade que eu estou vinculada. Tudo isso é de livre acesso e aberto PARA QUEM QUISER, inclusive você que está lendo isso agora. É só procurar. OU SEJA eu produzo conhecimento para meu país, para melhorar nossa situação e nossa educação.

Digo isso tudo porque tenho ouvido muito esse tipo de conversinha tosca de que aluno de pós não faz nada e só suga do Estado. Então apenas esclarecendo.

AH e a bolsa não cobre todos os gastos de eventos e afins, nós não temos férias garantidas, não temos 13º e não temos nenhum registro de trabalho.

E ai que tenho recebido também várias perguntas sobre ‘o que compensa mais e dá mais grana? Mercado de trabalho ou pós?’

MIGUE, se você pensa assim, não serve para pós. Sinto muito. Pesquisa científica é coisa séria. Não é carreirismo, não é status, não é ‘vida fácil concursada’. Pesquisa científica é estudo, trabalho, e dedicação para o futuro da educação do país. Se você só pensa em fazer pós porque paga bem, porque bolsa é de boas, você não vai aguentar cinco minutos de porrada.

Como faço projeto? Que assuntos eu posso discutir? Me ajuda a escrever? Não. Projeto é pessoal e tem que ser feito por você e com suas ideias. O google pode te ajudar com quase tudo, fora isso, quer fazer pós e tá com preguicinha de procurar informações e escrever? Então vá fazer outra coisa.

SOBRE O MERCADO:

Eu atuei como bibliotecária escolar por quatro anos. Ganhava bem? Não. Nunca ganhei bem. Ganhava o correspondente ao piso da época, dividido pelas horas que eu trabalhava (não eram 40 semanais). Era um salário ok.

Atualmente o piso é de R$2800,00 por 40 horas semanais. É só jogar no google. Fico pasma de ver quanto bibliotecário e estudante de biblioteconomia preguiçoso tem por aí. A pessoa prefere escrever uma mensagem enorme para saber quanto é a média salarial do que jogar no google. Pfv, né.

Eu fui demitida do colégio onde eu trabalhava porque a coisa apertou por lá e acharam mais do que justo demitir a bibliotecária para sobrar uma graninha a mais na escola. Nenhum aluno bateu o pé, nenhum pai reclamou. Assim morreu silenciosamente mais uma biblioteca (não entrou ninguém no meu lugar).

E é assim que é.

Antes de querer saber exatamente como anda o mercado levem em consideração qual região do país você mora, se é capital ou se é interior, enfim, tudo isso influencia e muda muito o cenário.

Aqui em Ribeirão Preto, interior de São Paulo não é bom. Não tem vagas sobrando e não tem vagas abrindo. Um biblio aqui vai trabalhar em algum colégio particular ou em uma das faculdades. Há opções para organização documental empresarial, mas pagam pior que os colégios. Há opções como Sesc, Senac, etc., mas não abre vaga nunca. Todos os biblios daqui estão no aguardo por locais como esses. Há também as universidades públicas de Ribeirão e região, que raramente abrem concurso. Já prestei 3, todos bem difíceis e com uma variação absurda de conteúdos na mesma prova. Há também instituições privadas, fundações, organizações que vez ou outra contratam um biblio para auxiliar em alguma biblioteca especializada, nunca vi um salário que chegasse nem perto do piso.

*Atualização: minha bff aqui de Ribs me disse que nunca trabalhou por aqui ganhando menos que o piso. AÍ SIM! 

As opções são essas. Não é sensacional, não é fácil e ninguém vai ficar rico. A gente vai levando assim, trabalhando em um lugar e já de olho para ver se encontra algo melhor. E sempre naquele medinho de ser mandado embora, porque né, sempre tem algo mais importante que o biblio.

MAS POR QUE VOCÊ TÁ NESSA ENTÃO?

Bom, eu estou porque gosto. A gente tem mil exemplos por aí de profissões que sofrem pra caramba, mas e aí? Vai deixar de ter professor no mundo?

É claro que essas profissões, principalmente as que são voltadas para cultura e educação, são sofridas e convivem com o descaso e desinteresse de todos, sim de todos. Mas cabe a quem gosta lutar por elas, e é nesse barco que eu estou. Eu amo minha profissão, eu vejo um bom futuro nela, pelo menos para mim, que estou me esforçando para mudar e fazer diferente.

É por isso que eu continuo. Eu quero terminar meu doutorado, quero ter a oportunidade de atuar em uma universidade pública (ou privada, pode chamar que eu vou!), levar novas ideias, ensinar novas cabeças, construir novos pensamentos. Quero continuar com meu canal, desmistificar minha profissão, levar informação de acesso rápido e simples paras as pessoas e ajudar o mundo a entender que as mídias atuais são muito fortes e importantes aliadas da educação. É isso basicamente.

MAS VOCÊ TÁ GANHANDO UMA GRANA NÉ?

NOPE. Até hoje meu canal me rendeu R$50,00. Isso mesmo. Eu fiquei um ano sem ganhar 01 real, vivendo da grana que eu guardei da minha demissão (porque sou menina ajuizada e não torrei tudo) e com a ajuda dos meus pais, que tenho muita sorte de terem a condição de me ajudar.

Não sou rica, não venho de família rica. Estou me esforçando muito para conseguir chegar onde pretendo. Consegui agora com muito trabalho uma bolsa na Fundação Biblioteca Nacional, porque na Unesp onde faço doutorado não ia ter 1 centavo para mim. E é assim que sigo. Faço meus vídeos por conta própria, compro os livros que leio e resenho (ganhei uns 3 até hoje), edito meus vídeos com programa piratex, MAS ESTAMOS AÍ, sem draminha e sem choramingo. Eu quis assim, eu quis fazer e faço com muito gosto.

Claro que já tive alguns convites e oportunidades, que são fruto desse trabalho. Vou curtindo essas coisas bacanas que aparecem e esperando que apareçam mais. ME CONVIDEM, PAGUEM A JANTA QUE VOU!

A dica que eu deixo para todos que querem entrar nesse bonde é: tenha amor pela profissão, abracem a causa e guardem toda a grana que rolar ser guardada. Dá para ser bem feliz assim!

*Aproveito para deixar a dica para quem me pede ‘favorzinho’ de graça também! Você trabalha sem ganhar? Então não peça isso dos outros 😉

É ISSO BR! Fim do textão. Vlw flws.

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PROMESSAS E LISTAS PARA 2017

E o que seria de um ano novo sem uma boa promessa?

Nem vou enrolar muito, porque são várias listas e desejos. Vou colocar tudo em um post só para eu não me fazer de malandra e esquecer alguma coisinha lá pelo meio do ano, rs.

Vou começar pelos LIVROS, é óbvio.

Então é o seguinte, eu e Filipe (the boy) fizemos um combinadinho maroto e escolhemos 12 livros para lermos juntenhos em 2017. Eis a lista (sem ordem de mês):

  • O apanhador no campo de centeio (J.D. Salinger)
  • Odisséia (Homero)
  • Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Marquez)
  • Em busca do tempo perdido: No caminho de Swann (vol. I)
  • Meu nome é vermelho (Orhan Pamuk)
  • Grande sertão: Veredas (João Guimarães Rosa)
  • Guerra dos mundos (H.G. Wells)
  • Os Maias (Eça de Queirós)
  • Revolução dos bichos (George Orwell)
  • Grandes esperanças (Charles Dickens)
  • O coronel e o lobisomem (José Cândido de Carvalho)
  • A obscena Senhora D. (Hilda Hilst)

(Sim, malandramente, todos eles estão na Lista da vida)

Ai tenho 22 livros da minha estante que estão aqui há séculos que eu gostaria de ler esse ano (lembrando que tem o projeto de comprar o mínimo possível). Em negrito estão os que mais quero ler:

  • O Senhor dos anéis (I-II-III) (Tolkien)
  • O navio de Teseu ou S. (J.J Abrams e Douglas Dorst)
  • Sangue de tinta – Morte de tinta (Cornelia Funke)
  • As brumas de Avalon (III-IV) (Marion Zimmer Bradley)
  • Antologia da literatura fantástica (Borges)
  • Laranja mecânica
  • Neuromancer (William Gibson)
  • Um cântico para Leibowitz (Walter Miller Jr.)
  • O fim da infância (Arthur C. Clark)
  • O fim da eternidade (Isaac Asimov)
  • O guia do mochileiro das galáxias (I-II-III-IV-V) (Douglas Adams)
  • Contos de fadas
  • O sol é para todos (Harper Lee)
  • Vitória (Joseph Conrad)
  • O pêndulo de Foucault (Umberto Eco)

E fora esses todos, ainda tem o clube do livro que sou curadora, na Fundação do Livro e Leitura em Ribeirão (alias, convido a todos para participar, é aberto ao público e de graça!). Nossa primeira leitura de 2017 será ‘A Abadia de Northanger‘, da Jane Austen, bora lá!

Bom, de livro é ~só isso mesmo. Claro que são sugestões, esse ano decidi não me impor nada. Gostaria de chegar nas 50 leituras (esse ano li 32 livros), mas se não for possível, sem crise também. O que vale são as boas experiências e o que a gente absove. Nada a ver ler pela quantidade néam.

Fora os livros (sim existe vida), tenho a meta de ver e acabar algumas séries e assistir mais filmes. Fiz as listas, mas vou colocar em outro post, para esse não ficar gigantesco (assim que fizer coloco o link aqui). Essa é uma meta forte para 2017, porque sou muito preguiçosa no quesito ver.

No mais, meus planos são de conseguir definir e cumprir meus objetivos, digo os pequenos mesmo, tarefas do dia a dia. Tenho a tendência de ter muito gás em determinadas épocas e de desistir da vida em outras, ai morro e não quero fazer nada. Queria conseguir equilibrar isso porque picos de produção, trabalho, rendimento para depois ficar no zero de tudo não é legal.

Queria levar minha saúde mais a sério também. Já levo na verdade, mas queria sair da vida de academia. Sou bastante preocupada com isso, tenho uma boa alimentação, faço tratamento acompanhado de um nutricionista, exercícios diáriamente, mas não largo minha cervejinha por nada desse mundo. Não sou fitness, não sou gostosinha do instagram e não quero ser. Faço tudo isso porque tenho a consicência de que preciso e quero viver bem e com saúde. Mas ultimamente ando com paciência zero para rotina de academia e tenho feito tudo cada vez mais na migué, então acho que é hora de procurar algo novo. É esse o plano.

Outro plano é meditar. Alguém (oi, Filipe) tem me cobrado isso toda hora, e realmente, eu preciso de alguns momentos off para equilíbrio. Vamos ver se vou dar conta.

Em resumo esse ano quero tentar levar tudo de um jeito mais leve. Me estressar menos e simplesmente mudar o que não está sendo legal. Parece bobo, mas nós somos muito resistentes a mudança. Quero também tentar coisas diferentes. Comer em novos lugares, frequentar mais os eventos culturais de Ribeirão, procurar coisas novas. A gente precisa sair dos círculos viciosos.

Bora lá, então!

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TEXTÃO SOBRE 2016

2016 foi um ano duro.

Se fosse para resumir seria isso. 2015 já foi um ano difícil, enfrentei uma demissão e incertezas e 2016 já começou nesse climão.

Nesse ano tive que lidar com a falta de grana, precisei voltar a ter ajuda dos meus pais (não que isso seja um problema, ou vergonha, nunca tive vergonha disso, eu batalho pelos meus caminhos, mas às vezes a gente precisa de ajuda, só é chato) e tive bolsas de pesquisa negadas repetidas vezes.

Fui o último ou penúltimo lugar na lista de candidatos a bolsa da Unesp. Na Fapesp minha bolsa foi recusada duas vezes com a desculpa de ‘está ótimo, mas não temos grana’. Estava tudo um fiasco.

Motivação para estudar? Zero.

Motivação para meus projetos pessoais? Zero.

Larguei absolutamente tudo e vivi um semestre no limbo. Fazendo um pouco de tudo e de nada. Me dediquei ao canal, a literatura e a arrumar alguns artigos científicos que já estavam prontos. Trabalhei muito, sem render nada e com uma auto cobrança absurda.

É óbvio que a gente não pode se deixar abater, mas tem momentos em que não há força de vontade o suficiente. Foi simplesmente assim. Meus projetos de escrita foram todos abandonados, de finalista do ‘Brasil em prosa’ eu virei uma escritora amadora travada e sem ideias. Me pressionava para tentar, conseguia grandiosas porcarias, até que desisti de vez. Isso eu ainda não consegui retomar.

Com meu desânimo na área acadêmica, comecei a me dedicar mais ao canal. Surgiu o ‘Fala, Bibliotecária!’, que deu muito mais certo do que eu poderia imaginar, e assim comecei a me animar com outros caminhos. Na verdade 2016 é sobre esses outros caminhos. Deixei meu doutorado e todas as nóias, perturbações, ansiedades e pressões psicológicas referentes a ele um pouco bem pouco de lado e mergulhei na onda de uma bibliotecária no youtube. Deu certo.

As pessoas foram chegando, os convites, as parcerias e assim comecei a juntar tudo numa só coisa: a bibliotecária, do canal no youtube, que faz doutorado. Claro que ainda não está tudo bem, a bagunça é grande, mas pelo menos eu acho que sei por onde começar.

Com o canal e as portas que ele me ajudou a abrir, recuperei um pouco da minha autoestima e comecei a pensar que eu era capaz de fazer algo bacana, sim e resolvi tentar mais uma vez uma bolsa no doutorado.

O resumo é que consegui uma bolsa de pesquisa na Fundação Biblioteca Nacional, como segunda colocada em um processo seletivo onde o Brasil todo podia concorrer. Eram 32 candidatos para 4 bolsas, parece pouco, mas não é, o país tá ferrado e tá todo mundo matando cachorro a grito. Achei que nada mal para quem sempre foi lanterninha na Unesp (não vai ter modéstia).

E o fim é esse. Começou bem mal, mas está terminando melhor. Não fico tranquila porque sei que ainda vai ser difícil, mas acho que estou pegando o jeito. O balanço é um ano pesado, meio sofrido, cheio de crescimento, amadurecimento, trabalho de uma forma diferente do que eu imaginava e uma tatuagem, que ninguém é de ferro.

As promessas para 2017 eu faço em outro post.

Obrigada a todos que andaram comigo nessa jornada de crescimento que foi esse ano todo, as pessoas incríveis que me acompanham e que curtem meu trabalho com o Ultiminho e que sempre tiveram palavras de ajuda e motivação em meus desabafos. Parece bobo, mas vocês me deram sorrisos em muitos momentos amargos, obrigada!

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A LISTA DA VIDA

Com o fim do ano já comecei a me preparar para os balanços finais. Lidos – não lidos e os projetos para 2017, é claro. Pensando nisso e em tudo que não li e ainda quero ler, resolvi fazer uma lista sem fim de obras fundamentais . É uma lista para vida, sem especificação de datas para concluir. É formada por coisas que quero ler há tempos, que preciso ler porque são referência, porque marcaram época ou que vem me despertando curiosidade. As escolhas foram baseadas em diversas listas de ‘coisas que você precisa ler porque são fodas’.

Essa lista começa hoje com 80 títulos, mas com certeza será atualizada conforme meu interesse por outras obras.

É a minha versão pessoal do ‘1000 livros para ler antes de morrer’, sabe? Postei aqui para quem mais se interessar e porque fica fácil de ir consultando.

*Lembrete: essa lista é uma escolha pessoal minha e contém obras que eu quero ler. Então nem adianta dizer que está faltando isso ou aquilo. Ela contém obras clássicas e fundamentais para literatura e com quase nada de contemporâneo, é proposital. Para facilitar está tudo separado em subgrupos e organizado por ordem alfabética de autor. Quando estiver sinalizado com OK é porque já foi lido.

HABEMOS LISTA:

Clássicos:

  • O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas
  • Drácula – Bram Stoker
  • Os Lusíadas – Camões
  • Grandes esperanças – Charles Dickens
  • David Copperfield – Charles Dickens
  • Robinson Crusoé – Daniel Defoe
  • A divina comédia – Dante Alighieri
  • Crime e castigo – Dostoievski
  • Os irmãos Karamazov – Dostoievski
  • Os Maias – Eça de Quirós
  • O morro dos ventos uivantes – Emily Bronte
  • Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez
  • Revolução dos bichos – George Orwell
  • Fausto – Goethe
  • Madame Bovary – Gustave Flaubert
  • O Sol é para todos – Harper Lee
  • O jogo das contas de vidro – Hermann Hesse
  • Odisséia – Homero
  • Iliada – Homero
  • O apanhador no campo de centeio – J.D. Salinger
  • Mansfield Park – Jane Austen
  • As vinhas da ira – John Steinbeck
  • O Aleph – Jorge Luis Borges
  • Coração das trevas – Joseph Conrad
  • Meu nome é vermelho – Orhan Pamuk
  • Em busca do tempo perdido (7 volumes) – Proust
  • O médico e o monstro – Robert Louis Stevenson
  • O livro da Selva – Rudyard Kipling
  • Memorial do convento – Saramago
  • Hamlet – Shakespeare
  • Macbeth – Shakespeare
  • Otelo – Shakespeare
  • O vermelho e o negro – Stendhal
  • A montanha mágica – Thomas Mann
  • Anna Kariênina – Tolstói
  • Guerra e paz – Tolstói
  • Mrs Dalloway – Virginia Wolf
  • Lolita – Vladimir Nabokov
  • A ilha do dia anterior – Umberto Eco
  • O Senhor das moscas – William Golding
  • O livro das mil e uma noites

Brasileiros:

  • Noite na taverna – Álvares de Azevedo
  • A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
  • Espumas flutuantes – Castro Alves
  • Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meirelles
  • A paixão segundo GH – Clarice Lispector
  • O vampiro de Curitiba – Dalton Trevisan
  • Os sertões – Euclides da Cunha
  • Encontro marcado – Fernando Sabino
  • A obscena Senhora D – Hilda Hilst
  • Não verás país nenhum – Ignácio de Loyola Brandão
  • O grande sertão: Veredas – João Guimarães Rosa
  • Sagarana – João Guimarães Rosa
  • Gabriela, cravo e canela – Jorge Amado
  • O coronel e o lobisomem – José Cândido de Carvalho
  • Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
  • Dom Casmurro – Machado de Assis
  • Vestido de noiva – Nelson Rodrigues
  • O quinze – Rachel de Queiroz

Fantasia:

  • Senhor dos Anéis (3 tomos) – J.R.R. Tolkien
  • O nome do vento – Patrick Rothfuss
  • Contos de fadas

Ficção Científica:

  • Laranja mecânica – Anthony Burgess
  • 2001: uma odisseia no espaço – Arthur C. Clarke
  • Encontro com Rama – Arthur C. Clark
  • Contato – Carl Sagan
  • O guia do mochileiro das galáxias (5 livros) – Douglas Adams
  • A guerra dos mundos – H.G. Wells
  • A máquina do tempo – H.G. Wells
  • Eu, robô – Isaac Asimov
  • A ilha misteriosa – Júlio Verne
  • Viagem ao centro da Terra – Júlio Verne
  • Frankenstein – Mary Shelley
  • Snow crash – Neal Stephenson
  • Ender’s game – Orson Scott Card
  • Crônicas Marcianas – Ray Bradbury
  • Um Cântico para Leibowitz – Walter M. Miller Jr.

Quadrinhos:

  • V de vingança – Alan Moore
  • Do Inferno – Alan Moore
  • Y: o último homem – Brian K. Vaughan
  • Sin City – Frank Miller
  • Preacher – Garth Ennis
  • Sandman – Neil Gaiman

 

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MEUS ACHADOS NA BOOK FRIDAY

Falou em promoção de livro, falou comigo! A Amazon está aproveitando a bienal do livro e fazendo algumas promoções bem tentadoras no site. Resolvi ir colocando aqui no blog o que eu vou achando de mais bacana $$$.

As ofertas mudam todo dia, então vou atualizando conforme aparecer coisa boa.

(*Comprando nos links que eu disponibilizar, vocês ajudam o blog e canal! Obrigada ♥ )

*Todas as ofertas

Melhores de segunda (29/08):

*Antologia da literatura fantástica (J. Borges)

 

*MSP graphic:

-Papa-Capim

-Bidu

-Turma da Mônica: Laços

*Os próprios deuses (I. Asimov)

*O fim da infância (A.C. Clark)

*O ferreiro do bosque grande (J.R.R. Tolkien)

*Anna Karienina (L. Tolstói)

*Y: o último homem – vol.2 (B.K. Vaughan)

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NEM LIMÃO TÁ TENDO

Aqui estou eu para mais um textão. Sabe aqueles momentos que você para, olha para tudo e tem vontade de ir embora? Pois é.

Essa semana parei tudo (que já estava andando bem devagar) e fiquei jogada. Tive uma inflamação de garganta porque engasguei e ferrei com tudo de tanto tossir (SIM!). Então o que eu fiz? Aproveitei para usar como desculpa, é claro. Comi que nem uma doida, não fui na academia e fiquei tendo ideias que depois me pareceram todas muito ruins.

O doutorado tem sido péssimo. Eu sabia que ia ser difícil, mas tem sido quase impossível. Não consegui bolsa para estudar porque os cortes de verbas estão absurdos e estou sem emprego desde o ano passado.

Nunca comentei isso ‘publicamente’, mas fui demitida ano passado do colégio em que trabalhava por ‘falta de verbas para manter alguns funcionários’. É claro que no primeiro corte a biblioteca fecha. É claro.

Ser demitida foi um processo muito difícil. Sabe aquela coisa de ‘quero arrumar algo melhor para sair daqui’, mas de repente saíram com você e não restou mais nada. Foi do dia para a noite e um processo muito sofrido. Eu não esperava por isso e fiquei em choque.

Depois achei que viria uma bolsa, não veio. Não veio nada e aí começa aquela coisa de ‘e agora?’. E é nessa que eu estou até hoje. Claro que eu me preparei, sempre tive reservas, pé no chão, guardei tudo que recebi pela demissão, mas de qualquer forma, a gente fica completamente no escuro. E aí vem o medo, a frustração, a decepção e por aí vai.

Fazer pós não é fácil. É uma luta diária para acertar a rotina, estudar por conta, dar conta de tudo e ainda ‘brigar’ com a universidade. Na Unesp não tenho apoio nenhum. A secretaria é inexistente e ignora 99% dos meus emails. Ligações? Não atendem. Se preciso de algo, ferrou. É uma luta para conseguir um comprovante de matrícula. Aí vem nervosismo, stress, perda de tempo, enfim…

Fazer pesquisa de humanas então, piorou. Não existe laboratório, é um trabalho solitário, sem muitas pessoas para trocar opiniões. É você e você, todos os dias, com um computador e uma lista bibliográfica.

O que eu mais ouço é: ‘ah, mas você não tem nada para fazer, pode acordar a hora que quiser’. De fato, posso sim. Mas meu trabalho está ali e eu tenho um prazo para entregar. Se eu não trabalhar essa semana, na semana que vem tenho o dobro. Para defender meu doutorado preciso da tese, de publicações em boas revistas, apresentações em eventos (com que dinheiro?) e por aí vai… Muita gente acha que é bom não ter chefe, horário, compromisso marcado, mas será que é bom mesmo? Todas as responsabilidades e as consequências de não fazer jogadas apenas nas suas mãos?

Mas eu posso acordar a hora que quiser.

Claro que eu podia ter outros milhões de problemas, sim. Mas não é choramingo de cocotinha, é a frustração de tentar fazer algo e não conseguir. Não conseguir porque não tem recursos, porque ninguém responde o email, porque o artigo parou, porque o trabalho não foi aceito e ninguém justificou, e por ai vai.

Se você pretende fazer mestrado/doutorado meu conselho é: ame muito e tenha tendências trouxas. O amor vai virar ódio, tristeza, frustração e aí só sendo trouxa para continuar.

Eu ainda amo minha pesquisa, é aquela única coisa que resta e por ela eu continuo (e porque eu já entrei). Olho para o que planejei, para meu tema e ainda tenho paixão, curiosidade e é isso que me motiva. Vamos ver até quando.

Mas como a vida tá toda ferrada e a gente precisa de cartas na manga, estou pensando em abrir uma ~lojinha. Será?

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MINHAS ESCOLHAS NA PROGRAMAÇÃO DA FEIRA DO LIVRO 2016

Domingo agora, dia 12/06, além de dia dos namorados, começa em Ribeirão a 16º Feira Nacional do Livro. Eu já falei muito sobre a Feira aqui e esse ano senti um movimento de mudanças para melhor na programação.

Vejo muita gente reclamando da programação sem nem saber direito o que está rolando. Então para facilitar a vida dos preguicinhas eu fiz uma seleção de tudo que achei mais bacana esse ano e vou listar por aqui!

Vou começar falando obviamente DO MEU EVENTO, rsrs.

Esse ano vou ter a oportunidade de participar da Feira como palestrante. Eu e meu amigo Renan Rocha do canal ‘Se Livrando’, faremos dia 13/06 o lançamento de um Centro de Debates Literários da Fundação. Nesse primeiro encontro falaremos sobre literatura clássica x literatura contemporânea, e para o debate escolhemos ‘Crônicas de Nárnia’ e ‘Harry Potter’. Vai ser muito bacana! Espero todos por lá, dia 13/06, às 19:30 no Auditório Meira Júnior. Aqui o evento no facebook.

E ainda no 13/06, de manhã, terei a honra de mediar o Salão de Ideias com o autor Raphael Montes! Vamos bater um papo sobre suas publicações e tudo mais que couber! Espero vocês lá também: 13/06, às 8:30 no Theatro Pedro II. Aqui o evento no facebook.

Vamos então as minhas escolhas!

Todos os dias da Feira, às 14hrs, no Auditório Meira Júnior: Salão de Ideias com autores vencedores do Prêmio Jabuti.

11/06, às 19hrs: abertura da Feira.

11 e 12/06, das 10hrs às 17hrs: Oficina de lettering, no SESC (necessita inscrição).

11, 12 e 18/06, das 9:30hrs às 12:30hrs: Passeios por pontos memoráveis de Ribeirão, saída do SESC (necessita inscrição).

13/06, às 8:30hrs: Salão de Ideias com o autor Raphael Montes, no Theatro Pedro II

13/06, às 10:30hrs: Apresentação e debate do Plano do Livro, Leitura e Biblioteca de Ribeirão, no Auditório Meira Júnior.

13/06, às 16hrs: Salão de Ideias sobre bibliotecas, no Auditório Meira Júnior.

13/06, às 17hrs: Salão de Ideias com o autor Felipe Vianna, no Palace.

13/06, às 19:30hrs: Lançamento do Centro de Debates Literários da Fundação, no Auditório Meira Júnior.

13/06: Salão de ideias com Augusto Cury, Jayme Monjardim e Dan Stulbach, no Theatro Pedro II.

14/06, às 10:30hrs: Salão de Ideias com o autor Joca Reiners Terron, no Auditório Meira Júnior.

14/06, às 17hrs: Salão de Ideias com o autor Deonísio da Silva, no Palace.

15/06, às 8:30: Salão de Ideias com a autora Chris Melo, no Theatro Pedro II.

15/06, às 10:30hrs: Salão de Ideias com o autor André Sant’Anna, no Auditório Meira Júnior.

15/06, às 19hrs: Produção editorial para livros, com Leonardo Mathias, no SESC (necessita inscrição).

15/06, às 20hrs: Publicando o primeiro livro, com Fábio Itasiki, no SESC.

16/06, às 8:30hrs: Salão de Ideias com a autora Laura Conrado, no Theatro Pedro II.

16/06, às 20:30hrs: Salão de Ideias com Fernando Moraes, no Auditório Meira Júnior.

17/06, às 8:30hrs: Salão de Ideias com o autor Pedro Bandeira, no Theatro Pedro II.

17/06, às 17hrs: Salão de Ideias sobre ilustração com Alexandre Camanho, no Palace.

17/06, às 18:30hrs: O autor como leitor, com Mamede Jarouche e Marcelino Freire, no Theatro Pedro II.

17/06, às 20hrs: Poesia de guardanapo, com Pedro Gabriel, no SESC.

17/06, às 21hrs: Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, no Theatro Pedro II.

19/06, às 10:30hrs: Juventude tem concerto, com Orquestra Sinfônica de Ribeirão, no Theatro Pedro II.

19/06, às 18hrs: Quinteto da Bachiana SESI-SP, com a cantora lírica Giovanna Maira, no Theatro Pedro II.

Esses são meus destaques principais, mas a Feira tem muito mais na programação. Sugiro acompanhar o facebook deles e dar uma olhadinha na programação que está na íntegra online. Lembrando que todos os eventos são gratuitos!

#oultimojuro

:)

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TODO MUNDO É ESCRITOR

Depois de algum tempo apenas assistindo, resolvi trazer meus comentários em forma de textão. De repente todo mundo é escritor, não é mesmo?

Todas as editoras estão achando bacana publicar um livro de subcelebridades. A moda do momento são os youtubers. Gente engraçadinha, biografia adolescente (oi?), donos de canais que bombaram, tem para todos os gostos.

E daí, qual o problema, Gabriela?

Nenhum. Cada um publica o que quer, vende o que quer e lê o que quer.

O ponto é que estou aqui assistindo e achando tudo isso muito engraçado. Muito mesmo.

Quando os primeiros livros saíram, foi a maior febre, todo mundo menos eu a hater AMOU. E ai aconteceu o óbvio: descobriram que ninguém escreveu absolutamente nada. De repente a internet descobriu a existência dos ghost writers, como se eles tivessem saído da deep web nesse instante. Pois é, sinto muito dizer, mas existem pessoas escrevendo e colocando o nome de outras. E nem é trabalho de colégio e faculdade.

Agora tá todo mundo metendo o pau. Achando absurdo, falta de respeito, palhaçada, enganação. Só porque ‘descobriram’ que alguém não foi capaz de escrever um livro em um mês.

Eu assisto isso sem saber se é para rir ou chorar.

Escrever é uma questão de treino, de leitura, de técnica, de persistência e principalmente de estudo.

Aff, Gabriela, e quem é você para falar alguma coisa?

Ninguém, de fato. Minha profissão é escrever, e ainda assim, em cinco anos de estudo, de mestrado, de doutorado, dos meus projetos de escrita fantástica, de blog, eu acho que não sei nada. Tenho muitos problemas, falhas e inseguranças e até hoje morro de medo de apresentar algo meu aos outros. É óbvio que isso possa significar apenas que eu sou ruim no que faço, é uma possibilidade, talento também é necessário. E é claro que eu não sirvo de exemplo para ninguém, mas estou apenas trazendo um ponto.

A caminhada é árdua e não, não existem escritores em um mês.

Repare bem: por que nós ainda não lemos o sexto livro de ‘As crônicas de gelo e fogo’? Ah, porque George Martin está escrevendo ele há CINCO ANOS. CINCO ANOS. E vale lembrar que o primeiro é de 1996, ou seja, a série está sendo escrita há vinte anos.

Deu para entender?

J.K. Rowling demorou dez anos para escrever todos os ‘Harry Potter’. E por ai vai…

Claro que tempo não é fator determinante, mas escrever um livro em poucos meses? Não força, parça.

Não acho que essa ‘literatura’ abre portas para outras. Não acho que é um princípio. Não acho que devemos valorizar para que quem compre se sinta incentivado a comprar mais.

Esse tipo de livro não é para quem gosta de ler e não é para transformar quem não gosta em leitor. É para dar dinheiro. E só.

Respeito mais quem lê saga ‘Crepúsculo’ e ‘Cinquenta tons de cinza’. Pelo menos a pessoa procurou por uma história, seja ela qual for, não por uma pessoa, uma foto na capa, e um ‘causo’ da vida.

Para isso existem revistas. As pessoas estão confundindo as mídias.

Pode parecer meio amargo da minha parte e até, para aqueles que adoram, ~recalque. Mas não, é só tristeza de ver como as coisas estão cada vez mais jogadas, mal feitas (na cara dura!) e todo mundo só engolindo tudo.

Fecho com o vídeo desse senhor:

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