DIÁRIO DE VIAGEM: PERU – PARTE V

AE!
Já estou quaaase chegando ao fim do meu diário! todos chora
Mas então vamos lá que essa é uma parte ~importante!

Muitas coisas para se falar sobre Machu Picchu!
Então, depois dos últimos passeios em Cusco, no domingo, pegamos o trem para Aguas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo). As passagens foram compradas aqui no Brasil, pela Peru Rail e preciso falar sobre isso. 
Depois de procurarmos bastante chegamos a conclusão de que seria melhor comprar tudo daqui. As passagens de trem e os ingressos para Machu Picchu e Huayna Picchu (a montanha que fica atrás!). Já tínhamos decidido que iríamos subir a montanha e, como são permitidas apenas 400 pessoas por dia lá, achamos melhor comprar com antecedência.
Estávamos certos sobre Huayna Picchu, para quem quer subir o certo é mesmo comprar antes, mas o trem não. Existem vários pacotes nas agências que falei em Cusco, e a maioria sai mais barato. Compensa, se você tiver o desprendimento e não se importar de ir atrás, deixar e comprar lá.
Em Aguas Calientes ficamos hospedados no Hostal Pakarina. É um bom lugar, mas está em reforma, então foi um pouco incômodo. Recomendo a quem for agora procurar outro lugar (tem muitos lá!), mas quando a reforma acabar, recomendo ele, porque vai ficar bem bom!
Aproveitando, já vou falar sobre a ‘cidade’. Chegamos no domingo para ir a Machu Picchu na segunda (tem que sair cedinho!), então no domingo apenas passeamos pela cidade e fomos assistir à final da copa
O lugar tem muitas opções de restaurantes, por isso procure bastente e barganhe. Alias, barganhe tudo porque Aguas Calientes é caro, MUITO CARO. Quando chegamos fiquei assustada com o nível de exploração, imaginei que seria mais caro, pois o lugar é o ponto mais visitado do país, mas gente, é muiiiiiito pior do que eu imaginei, é quase uma ofensa, sério.
Depois de almoçar e ver o jogo, fomos comprar a passagem de ônibus que leva da cidade até Machu Picchu. Só existe uma opção, ou você vai com o ônibus oficial, ou a pé. A pé deve ser uma média de 2hrs a 3hrs de caminhada e muita subida, então pra já chegar até o parque cansado, para nós, não rolava, pois ainda subiríamos Huayna Picchu. Chegando lá para comprar a passagem, outra surpresa, ela custa rídiculos $53,00 soles, isso mesmo, $53,00 para andar nem vinte minutos num ônibus. É absurdo e não tem como escapar.
Fui pega totalmente de surpresa, pois não havíamos visto em lugar nenhum esse valor e eu acreditei que seria beeem menos. Fora isso se prepare para, uma água que costuma custar $1 sole, você pagar $6. É por aí.
Enfim, já na segunda que iríamos, acordamos por volta de cinco da manhã, para chegar antes das seis no ponto do ônibus. Fizemos um bom café e levamos lanches para o almoço, para não depender dos restaurantes locais (IMAGINA O PREÇO!) e também porque o pessoal do hostel nos ofereceu os lanchinhos já prontos. Chegando no ponto, outra surpresa, a fila estava absurda já pouco antes das seis da manhã. Ficamos meio tensos, pois nossa hora de subida à Huayna Picchu era das 7hrs às 8hrs, mas deu tudo certo. Demorou um pouco, mas nem tanto.
Em Machu Picchu é proibida a entrada com comidas, então tivemos que guardar os lanches em um gurda-volumes e entrar, depois sair para comer e voltar. É tranquilo, mas chatinho, não sei se, se os lanches estivessem bem escondidos passariam e não sei se é possível almoçar lá dentro de boa. 
Assim que entramos já corremos para o local de subida de Huayna Picchu. Havia uma pequena fila que passamos rápido e começamos a subir.
Preciso dizer que eu estava mais empolgada com a montanha do que com a cidade inca, e não é pra menos, esse é um senhor desafio para quem, assim como eu, nunca havia feito nada parecido.
Então sobre Huayna Picchu, nós já tínhamos visto vários vídeos e relatos de uma galera que foi e todos passavam o maior medo e faziam muito terrorismo. Todo mundo estava meio tenso e não sabíamos se iríamos dar conta. 
No final chegamos até o topo, sim! O povo exagera demais e o que eu tenho para falar da subida é: é difícil, sim, mas está longe de ser impossível. É bastante cansativo, mas se você for parando, dá para fazer. Leve água, chocolates, barrinhas, frutas, essas coisas e vá comendo durante a subida, mas não precisa levar um mundo de coisas. E veja bem, estou falando tudo isso e do meu grupo fui a que mais sofri! Fiquei mais para trás e parei bastante, pois tive problemas com a altitude e respiração, mas mesmo assim consegui e não foi tão difícil assim.
Vale muito a pena e para quem tem ânimo e vontade, recomendo muito! A vista é maravilhosa e a sensação de superar limites é sensacional. Acho que posso dizer que gostei mais de subir Huayna Picchu do que de Macchu Picchu em si. É uma experiência que tenho certeza que sempre vou levar comigo, e aquela sensação de olhar a montanha depois e falar: eu subi aquilo! É foda.
A descida é mais difícil que a subida, é complicado e você precisa ter muita atenção no caminho. As escadas são bem estreitas, então tem perigo de escorregar e tal, mas com cuidado e atenção, dá para ir bem.

Depois da montanha fomos almoçar. Como já disse, saímos, sentamos em um cantinho e comemos. 
Depois voltamos para dentro e fomos andar por Machu Picchu. A área do parque é bem grande e tem bastante coisas para ver. Demoramos mais umas três horas visitando tudo.
Pensamos em contratar um guia, para ir explicando cada coisa, falar sobre detalhes e tals, porque é interessante e você aproveita bem mais a visita, mas é impossível. Eles cobram muito caro (cerca de $25 soles/pessoa), aí fica sem condições. Então ficamos sozinhos, mesmo.
Não há muito o que se dizer de Machu Picchu, é aquilo que se vê nas fotos, só que mais bonito. Não é uma contrução tão antiga, é do século XV e eu, particularmente, fiquei um pouco decepcionada com o nível de restauro
Hoje Machu Picchu tem apenas 30% de construções originais, todo o resto é restauro. é bem bonito de se ver, mas eu achei que fica um pouco falso. Eu prefiro mais as coisas em estilo de ruína, como é Caral, por exemplo. O lugar também é muito lotado, então aquela vibe que falam, o astral do lugar, as ~enegias, são um pouco ilusórias. Pelo menos eu achei. Não consegui sentir tudo isso em um lugar lotado de gente falando, enfiando a camêra em todos os buracos e passando na sua frente, mas sei lá, pode ser comigo.
Mas é bem lindo, sim.

No final das contas o que eu acho: claro que é um lugar que você deve conhecer. Não dá para ir ao Peru e não conhecer Machu Picchu, mas não vá esperando muito. Eu me decepcionei, primeiro com a cidade cara, e a exploração e depois com esse lugar lotado e todo restaurado.
Não quero parecer pedante, nem hipster das ruínas, muito pelo contrário. É só porque as pessoas falam tanto, colocam o lugar tão lá em cima, que é chato chegar e ver que não é bem aquele conto de fadas, sabe? Acho que se eu tivesse ido com as expectativas mais baixas, teria gostado muito mais!
Sei que é um relato um pouco diferente do que as pessoas dizem por aí, mas foi minha opinião. Se fosse para eu escolher um lugar bem foda do país, por exemplo, escolheria Caral a Machu Pìcchu, sem dúvidas.
Enfim, depois de saírmos do parque, voltamos para Aguas Calientes, comemos em um restaurante e já fomos para a estação. Voltamos no mesmo dia para Cusco, onde dormimos mais uma noite e voltamos para Lima no dia seguinte. De Lima seguimos no mesmo dia para Huaraz, então essa é a próxima, e última parte do meu diário!
Espero que vocês estejam curtindo e que ninguém me mate pelo relato de hoje, rs.
Ah, resolvi fazer um Flickr e lá coloquei muuitas fotos da viagem, quem quiser me acompanhe por lá também!
🙂

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