A GUERRA DAS CAUSAS

Opa, vamos tirar o pó daqui, rsrs.

Tenho voltado para o blog quando me dá vontade de escrever sobre coisas que não cabem muito no facebook. Porque ninguém vai ler, porque ninguém dá importância pra textão e porque não gosto de ficar enchendo o saco dos outros com meu mimimi.

Enfim, claro que vim aqui falar sobre os recentes acontecimentos na França e em Minas. Mas não sobre o que aconteceu nesses lugares, mas sim sobre o que aconteceu com as pessoas assistindo a tudo isso.

De repente minha timeline virou ‘paz pela França’. Ok, entendo. Ai na virada da noite pro dia virou ‘ninguém liga pra Minas’ e agora tá acontecendo uma guerra entre Minas e França e, obviamente, tudo foi problematizado e a culpa é da Dilma.

No meio de tudo isso fico eu sem entender nada. É impressionante como as pessoas adoram pegar uma causa imediata e se agarrar a ela com toda força. Tudo isso pra que? Para na semana que vem ninguém mais se lembrar de nada e tudo o que vai restar vai ser a foto no álbum ‘fotos do perfil’ com a bandeira da França, junto de mais outras mil selfies bonitinhas.

‘Nossa Gabriela, que fatalista, insensível’. Talvez sim, mas sabe o que eu acho? Acho tudo isso uma puta hipocrisia. Na hora de se solidarizar por uma grande causa imediata, todo mundo é a melhor pessoa do mundo. Tudo mundo pede paz mundial. E fora isso? E no seu dia a dia? O que você está fazendo pelo outro?

Entende o que eu quero dizer?

No facebook todo mundo é muito adulto humano, mas e na vida real? Ontem fui ao shopping e uma linda donzela quase encheu a lata do meu carro porque viu uma vaga e não quis parar no imenso PARE que tinha pra ela. Ela queria ir mais rápido que eu para pegar a vaga e eu que me foda. O PARE para ela que se foda. O respeito pelo próximo que se foda. Eu quero aquela vaga e fim. Eu primeiro o mundo depois.

Adiantou sabe o que? NADA. Eu buzinei passei de boas e a vaga era para idosos. Se fodeu bonitinha.

Mas isso é apenas um exemplo. Eu tenho mil outros. A verdade é que é muito fácil mudar a foto do perfil para uma bandeira e ‘eu peço paz’ e não pensar em ninguém além de si no dia a dia.

Claro que as grandes causas existem e nós devemos ajudar no que for possível, nem que seja apenas mostrando que sentimos muito. Mas antes de pedir paz pense sobre o que você faz pela pequena paz ao seu redor.

Quando aprendermos a pensar no próximo como se fosse nós, quando não fizermos para o outro o que não desejamos para nós, quando aprendermos a ter educação e respeito mínimo, aí quem sabe. Talvez assim o mundo comece a melhorar e os acontecimentos graves que precisam da nossa atenção não virem uma guerra de vaidades (minha causa é mais urgente que a sua) e ibope.

Até lá, não vá ao shopping na época de Natal.

#oultimojuro

🙂

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Conheça meus contos:

O véuA Biblioteca do Mediterrâneo

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