DIA DO BIBLIOTECÁRIO

A data já passou, foi 12 de março. Mas para não deixar passar batido por aqui, vou postar os três vídeos de comemoração que estão no canal. A repercussão foi muito bacana e acredito que para sermos reconhecidos precisamos trabalhar em divulgação.

Não adianta ficar parabenizando um ao outro enquanto todo o resto do mundo não sabe nem entende o que fazemos. Vamos sacudir isso aí.

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RESENHA: 1984 (GEORGE ORWELL)

Aproveitando o último post e o assunto ainda fresco, resenhei ‘1984’ lá no canal!

E em breve terá ‘Admirável mundo novo’ e um vídeo comentando os clássicos distópicos! Se você ainda não é inscrito aproveite para se inscrever, pois vem muita coisa por aí!

 

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A DISTOPIA É AGORA

Terminei hoje ‘Admirável mundo novo’, o último livro que faltava para concluir a trilogia clássica distópica junto de ‘1984’ e ‘Fahrenheit 451’. Obviamente falarei de todos no canal, resenharei e falarei de semelhanças e diferenças. Mas enquanto isso eu resolvi vir aqui falar um pouco do que identifiquei e do que eu acho sobre todas essas histórias e nosso mundo.

Assim que terminei ‘Admirável mundo novo’ comecei a pensar nas semelhanças com nossa sociedade atual. Como nós vivemos em um mundo distópico e retrógrado sem sequer perceber e como não precisamos de nenhum estado totalitário para andarmos para trás e vivermos de mentiras.

Vou explicar.

Não estamos queimando livros, nem temos bombeiros que ateiam fogo. Mas na verdade estamos sim queimando livros com uma literatura cada vez mais fútil e superficial, onde o interesse vai para o mais fácil e o mais falado. Queimamos todos os dias obras geniais como essas três para dar lugar a distopias adolescentes, romances sofridos e histórias que não querem dizer absolutamente nada.

Não precisamos de um ‘Grande irmão’ para nos vigiar. A sociedade faz isso e cobra comportamentos X ou Y, quer saber se você namora, com quem namora e por que namora. Se você é feliz e por que você não está mostrando por aí o quanto é feliz. Assim como no universo de Huxley a vida é cada vez mais em comunidade e de aparências, você precisa ser feliz, você precisa estar feliz e você precisa mostrar como é feliz. Afinal qual o sentido de uma vida privada?

A solidão é cada vez mais estranha. Ninguém gosta de ficar só, de ficar em silêncio. Há televisões por toda parte enchendo os ambientes, os bares, os consultórios para o caso de o assunto acabar, ou para não deixar o ambiente quieto demais, vazio demais.

Os celulares e as redes sociais são nosso soma. Quer esquecer da vida? Fingir que nada está acontecendo? Fugir de tudo? Uma hora de facebook e sua alienação está feita. A internet é a nova droga, que consome, que distrai e que é acessível.

No meio disso tudo há poucos Winstons, poucos Montags, que sentem o desequilíbrio. O que há de sobra são Bernard Marxs, que se revoltam quando a situação favorece e quando a revolta diz respeito apenas a si mesmo. Quando as coisas não vão bem para o indivíduo, quando não há a atenção desejada ou os louros esperados. Ai há revolta e desconforto.

O que vemos de sobra também são diversas Mildreds, tontas, fúteis, superficiais. Que se importam única e exclusivamente com a aparência e a opinião alheia. Que dependem da aprovação externa para cada passo que será dado na vida.

Tudo isso coberto de uma fina camada de falsa opinião, de pseudo intelectualidade e interesse, afinal todo mundo é bom demais e todos precisamos nos ater aos problemas do último momento.

Não precisamos de um Grande Irmão, de castas de Alfas, Betas e Gamas, nem de bombeiros autoritários. A sociedade vai mal sozinha e anda criando as próprias proibições. Na verdade já vivemos no ‘Comunidade, identidade, estabilidade’ e ‘Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força’. Principalmente a parte do ‘ignorância é força’.

Como dizia Raul Seixas, ‘pena não ser burro, não sofria tanto’.

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FALA, BIBLIOTECÁRIA: INDICAÇÕES DE LIVROS

Semana passada eu comecei uma tag bem especial no canal, a ‘Fala, Bibliotecária’. Através dela vou falar sobre assuntos ligados, obviamente, a bibliotecas e Biblioteconomia.

No primeiro vídeo falei sobre a importância das bibliotecas e achei a repercussão muito legal. Nesse segundo vídeo resolvi atender pedidos e fiz uma lista de livros sobre o universo bibliotecário, mas que seja acessível também para quem é de fora. Biblioteconomia para todos!

Querendo facilitar resolvi vir aqui e complementar o vídeo com esse post, colocando as referências de cada indicação. Então vamos lá!

  • Dos livros, de Edouard Rouveyre (Editora Casa da Palavra)

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Links: Estante virtualLivraria da Folha

  • No mundo dos livros, de José Mindlin (Editora Agir)

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Links: Estante virtualLivraria da Folha

  • Uma vida entre livros, de José Mindlin

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Links: Estante virtualLivraria Cultura

  • De bibliotecas e biblioteconomias: percursos, de Antonio Agenor Briquet de Lemos (Editora Brinquet de Lemos)

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Links: Brinquet de Lemos

  • O bibliófilo aprendiz, de Rubens Borba de Moraes (Editora Casa da Palavra)

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Links: Estante virtual – Brinquet de Lemos

  • Testemunha ocular, de Rubens Borba de Moraes (Editora Brinquet de Lemos)

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Links: Briquet de Lemos

  • As cinco leis da biblioteconomia, de S.R. Ranganathan (Editora Brinquet de Lemos)

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Links: Brinquet de Lemos

  • Introdução à biblioteconomia, de Edson Nery da Fonseca (Editora Brinquet de Lemos)

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Links: Brinquet de Lemos

  • Livros em chamas, de Lucien Polastron (Editora José Olympio)

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Links: Livraria da travessa

  • O poder das bibliotecas, de M. Baratin e C. Jacob (Editora UFRJ)

Links: Livraria da travessa

  • Tópicos em biblioteconomia e ciência da informação, de Jonathas Carvalho (Agência Biblioo)

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Links: Biblioo

Espero que vocês tenham curtido e que eu tenha ajudado um pouco quem tem curiosidade sobre a área!

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‘O VÉU’ NA AMAZON!

Olá!

Gente, que eu escrevo todo mundo já sabe, não é?

Enfim, vim aqui para dar a boa notícia que meu conto ‘O véu’ está de graça durante essa semana na amazon! É só ir lá e baixar!

Para quem já leu e quiser reler, essa edição foi revisada e está ainda melhor! Conto com vocês para lerem e comentarem com as opiniões. Vou adorar saber!

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ABRE, BIBLIOTECA!

Hoje o papo é sério aqui no Ultiminho!

Não sei se vocês sabem, mas as Bibliotecas Parques do Rio de Janeiro estão fechadas por falta de verbas. Uma vergonha, não é?

Tenho visto pela internet a movimentação de vários colegas bibliotecários para conseguir que elas sejam reabertas e não só isso, que também funcionem em um horário melhor e contratem mais profissionais.

O ponto é: só tenho visto a classe bibliotecária lutando por isso, cadê o resto?

Você já pensou que está sendo prejudicado também?

‘Ah Gabriela, eu nem frequento biblioteca nenhuma’.

Mas poderia começar hoje mesmo! E não vai porque ela está fechada!

Vocês já pararam pra pensar o quanto podem usufruir desses espaços?

Todo mundo sabe que as livrarias (principalmente as online) têm facilitado muito e vários leitores estão preferindo comprar e receber em casa do que ir até uma biblioteca e alugar um livro. OK, entendo. Mas não é a única coisa a se fazer em uma biblioteca.

As Bibliotecas são um ponto comum. Você pode ir até lá ler seu livrinho, você pode ir até lá estudar. Tá andando meio sem pressa? Você pode dar uma paradinha e checar o acervo para ver se realmente é necessário comprar mais um livro. Você pode ir até lá ler os periódicos da sua cidade, você pode buscar informações sobre livros que sejam relacionados aos que você gosta. Leu em casa e gostou? Por que não montar um clube do livro e se encontrar na biblioteca?

Enfim, infinitas possibilidades.

Pra quem mora no Rio então… Você já visitou alguma Biblioteca Parque? Então vai lá dar uma olhada. Eu conheci a do centro e é um dos lugares mais legais que já vi no Brasil. Sim.

Como eu não estou no Rio, decidi fazer esse post como minha forma de protesto e tentar mostrar para todos como essa não é uma luta apenas dos bibliotecários. Todos estamos perdendo.

Se você é do Rio, amanhã 28/11 terá uma reunião lá na frente, compareça! E se você não é ajude assinando a petição aqui. Se você se interessou, curta a página do Movimento abre Biblioteca e ajude a causa.

E aproveitem essa oportunidade e façam um teste: visite uma biblioteca na sua cidade e veja como se sente lá dentro. Tente passar um tempo por lá, lendo, passeando ou trocando ideias com os amigos. Esses espaços são nossos, vamos usufruir!

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A GUERRA DAS CAUSAS

Opa, vamos tirar o pó daqui, rsrs.

Tenho voltado para o blog quando me dá vontade de escrever sobre coisas que não cabem muito no facebook. Porque ninguém vai ler, porque ninguém dá importância pra textão e porque não gosto de ficar enchendo o saco dos outros com meu mimimi.

Enfim, claro que vim aqui falar sobre os recentes acontecimentos na França e em Minas. Mas não sobre o que aconteceu nesses lugares, mas sim sobre o que aconteceu com as pessoas assistindo a tudo isso.

De repente minha timeline virou ‘paz pela França’. Ok, entendo. Ai na virada da noite pro dia virou ‘ninguém liga pra Minas’ e agora tá acontecendo uma guerra entre Minas e França e, obviamente, tudo foi problematizado e a culpa é da Dilma.

No meio de tudo isso fico eu sem entender nada. É impressionante como as pessoas adoram pegar uma causa imediata e se agarrar a ela com toda força. Tudo isso pra que? Para na semana que vem ninguém mais se lembrar de nada e tudo o que vai restar vai ser a foto no álbum ‘fotos do perfil’ com a bandeira da França, junto de mais outras mil selfies bonitinhas.

‘Nossa Gabriela, que fatalista, insensível’. Talvez sim, mas sabe o que eu acho? Acho tudo isso uma puta hipocrisia. Na hora de se solidarizar por uma grande causa imediata, todo mundo é a melhor pessoa do mundo. Tudo mundo pede paz mundial. E fora isso? E no seu dia a dia? O que você está fazendo pelo outro?

Entende o que eu quero dizer?

No facebook todo mundo é muito adulto humano, mas e na vida real? Ontem fui ao shopping e uma linda donzela quase encheu a lata do meu carro porque viu uma vaga e não quis parar no imenso PARE que tinha pra ela. Ela queria ir mais rápido que eu para pegar a vaga e eu que me foda. O PARE para ela que se foda. O respeito pelo próximo que se foda. Eu quero aquela vaga e fim. Eu primeiro o mundo depois.

Adiantou sabe o que? NADA. Eu buzinei passei de boas e a vaga era para idosos. Se fodeu bonitinha.

Mas isso é apenas um exemplo. Eu tenho mil outros. A verdade é que é muito fácil mudar a foto do perfil para uma bandeira e ‘eu peço paz’ e não pensar em ninguém além de si no dia a dia.

Claro que as grandes causas existem e nós devemos ajudar no que for possível, nem que seja apenas mostrando que sentimos muito. Mas antes de pedir paz pense sobre o que você faz pela pequena paz ao seu redor.

Quando aprendermos a pensar no próximo como se fosse nós, quando não fizermos para o outro o que não desejamos para nós, quando aprendermos a ter educação e respeito mínimo, aí quem sabe. Talvez assim o mundo comece a melhorar e os acontecimentos graves que precisam da nossa atenção não virem uma guerra de vaidades (minha causa é mais urgente que a sua) e ibope.

Até lá, não vá ao shopping na época de Natal.

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