CAFÉ DA BIBLIOTECA: COMO TUDO COMEÇOU

OI!

Ai gente, muita paciência com meus sumiços! Essa vida de estudar e trabalhar tá complexa! rsrs.
Mas enfim, voltei o/ e queria fazer um fala que te escuto aqui, haha, brincadeira.
Já falei diversas vezes aqui no blog que sou bibliotecária, ok. Mas hoje resolvi contar um pouco sobre como cheguei onde trabalho e da minha experiência com biblioteca escolar, isso vai facilitar um pouco os próximos posts que planejo fazer e aí não preciso ficar toda hora falando a mesma coisa, rs.
Então, há quase quatro anos trabalho na mesma escola. Quando cheguei o objetivo era apenas montar uma biblioteca universitária, pois o colégio seria também uma faculdade de administração no período noturno. Depois de concluído esse primeiro trabalho a diretora da escola, conversando comigo, resolveu que seria bacana se eu ficasse e montasse também a biblioteca da escola (que até então era inexistente), então para mim foi uma ótima experiência, pois atualmente trabalho em uma biblioteca que foi criada por mim.
Já haviam alguns livros no colégio, mas insuficientes, pedi então para realizarmos algumas compras e assim fui montando o acervo que tenho hoje. Minhas compras sempre foram baseadas na opinião dos alunos, pensando sempre nos maiores interesses deles. Somei a isso a minha própria opinião, sou leitora assídua (como vocês já sabem, rs) e sempre acompanho as novidades literárias, então fica fácil saber o que é bacana ou não comprar.
Minha prioridade sempre foram os livros que os alunos querem ler. Eles precisam ler clássicos? Ter experiência com livros mais difíceis? Sei que sim, mas acho que antes disso tudo vem o interesse pela leitura em si e para isso é necessário instigar. Eu acho que a melhor maneira de atrair o jovem leitor à uma biblioteca é mostrando que ali tem o que ele tem vontade de ler, aí depois a gente cuida de manter o hábito e fazer as apresentações a outras obras.
Então fiz isso, trouxe livros que estavam sendo adaptados para o cinema, seriados de TV e os mais falados no momento. Deu super certo, meu público na biblioteca é relativamente grande comparado ao número de alunos na escola e o mais importante: é crescente.
Hoje tenho 886 usuários cadastrados na biblioteca e no primeiro semestre um total de 1526 livros emprestados, a participação daqui é bem bacana e o que mais me deixa feliz é que o público do ensino médio freqüenta bastante, é o grupo que acho ser o mais difícil manter o hábito.
Enfim, sobre a classificação, optei por manter os livros classificados por cores. Acho completamente desnecessário CDD/CDU em bibliotecas escolares, acredito que eles têm que entender como os livros estão organizados, isso facilita muito a assimilação e eles se sentem mais próximos das obras. Sem medo da estante, acho isso fundamental! Então separei de acordo com faixa etária/ensino: ensino infantil – fundamental – médio. Acho que funciona muito bem aqui, melhor do que um monte de números que ninguém entenderia nada. Eles podem entrar, sabem onde estão as coisas que são indicadas e se sentem a vontade para mexer. Para mim, isso é fundamental, a descoberta da estante, mexer até achar algo que desperte a atenção e poder fazer isso. Por isso minha escolha. Biblioteca tem que acolher não afastar!
Enfim, acho que era mais isso que eu queria falar, por enquanto, haha. Sei que foge um pouco aos meus assuntos aqui do blog, mas acho bacana ter um espaço para falar um pouco sobre minhas experiências e trocar idéias com outros miguxos bibliotecários! Rsrs.
No próximo post vou falar sobre os livros mais amados da biblioteca!

Vamos bater papo, bibliotecários!
🙂

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FALANDO SOBRE MINHA PROFISSÃO!

OI!
 
Então, eu já estava com esse post na cabeça há algum tempo. Já mencionei diversas vezes aqui e no canal que sou bibliotecária, e em alguns vídeos recebi pedidos para falar mais sobre minha formação e minha profissão.
Como os vestibulares estão por aí, achei que seria legal falar um pouco para ajudar quem pensa em prestar algo na área e também para divulgar e explicar um pouco dessa profissão que quase ninguém sabe o que é de fato.
 
Vou falar aqui sobre minha formação, primeiro. Falar sobre o curso, como é, o que fiz e o que eu mais gostei. Depois vou falar sobre minha vida depois de formada e o que eu acho da profissão. E por último vou falar onde prestar e colocar alguns links úteis.
 
Partiu? que o post é grande, rs
 
*OBS IMPORTANTE: Esse texto é direcionado as pessoas que não sabem do que se trata essa profissão e essa graduação. É um texto simples que explica por cima o curso e a profissão. Não acredito que caibam aqui nomes técnicos e explicações científicas. É apenas uma conversa informal sobre o que eu faço.
 
1. EU NÃO SOU FORMADA EM BIBLIOTECONOMIA.
 
Sou formada em Ciências da Informação, Documentação e Biblioteconomia (CIDB) e ainda existem outros nomes por aí.
 
– Qual a diferença?
Atualmente eu acredito que quase nenhuma.Pensando em mercado de trabalho, acho que todos focam na mesma coisa. A diferença que sinto é que o curso de Ciência da Informação (pelo menos o que fiz) tem grande foco na pós graduação. Atualmente não existem pós com nome de Biblioteconomia, todas são Ciência da Informação e acho que de acordo com a grade curricular os cursos podem focar mais ou menos em mercado de trabalho.
2. POR QUE EU ESCOLHI ESSE CURSO?
 
Quando comecei a pensar em vestibular, já estava focada na área de humanas, que era minha preferência. Meu sonho era trabalhar com arqueologia, mas devido as dificuldades para achar um curso assim, deixei de lado e comecei a pensar sobre um curso de história.
Minha mãe vendo minha indecisão achou o curso de CID no manual da FUVEST e achou que combinava comigo (e ainda era na minha cidade!). Me mostrou e eu gostei, resolvi prestar e passei.
Hoje vejo que estou no lugar certo e que não teria me dado tão bem em uma faculdade de história, por exemplo.
 3. O QUE PRECISA PARA PRESTAR VESTIBULAR NESSA ÁREA?
 
Eu acredito que, antes de mais nada, quem tem vontade de entrar nessa área precisa se interessar por organização. Se interessar nas formas que existem para organizar a informação que vemos por aí e ter curiosidade de saber porque isso é feito.
 
– Gostar muito de ler e amar livros é suficiente para entrar nessa área?
Não. Se você ama ler e adora livros isso não faz de você um bibliotecário ou cientista da informação. Para entrar nessa área, pensando na profissão de bibliotecário, por exemplo, você precisa gostar de indicar leituras, de pensar sobre maneiras de difundir literatura, trazer novos leitores para a biblioteca e de organizar as coisas da melhor maneira possível. Acredito que essas são as ‘primeiras necessidades’, por assim dizer.
Se você ama ler e ama livros e não tem nenhuma das vontades acima, sugiro um curso de estudos literários, por exemplo, aonde você vai se dedicar a isso.
4.  COMO É O CURSO?
 
Vou falar baseada no curso que eu fiz: Ciências da Informação e Documentação na USP de Ribeirão Preto.
O curso é noturno, com duração de quatro anos. No primeiro ano as disciplinas são mais básicas, como estatística, inglês e o início das matérias que dão uma luz sobre o que é CI.
Após as matérias básicas o curso começa a oferecer as disciplinas que vão ajudar a formar o perfil do cientista da informação perante a sociedade e o início do aprendizado da área mais técnica, que vai ensinar o aluno a classificar, catalogar, resumir e indexar a informação, basicamente ‘tratar’ a informação que está ‘jogada’ por aí.
Mais para o fim existem disciplinas ligadas à metodologia científica, tecnologia, administração e estágio. E No último ano, trabalho de conclusão de curso. Quem quiser olhar a grade completa, ela está disponível aqui.
Posso dizer que minhas matérias preferidas foram as que estavam ligadas à memória, sociedade, cultura e um pouco da formação mais técnica, ligada ao tratamento da informação.
5. COMO FOI MINHA GRADUAÇÃO/O QUE EU FIZ
 
Durante minha graduação eu me dividi entre as duas áreas possíveis: pesquisa e mercado de trabalho.
Para quem não sabe a universidade (especialmente a pública) incentiva muito os alunos a trabalharem com pesquisa, ou seja, escolher um tema e trazer questões e ideias sobre ele. Essa é a primeira fase para quem um dia deseja ser um professor universitário e pesquisador.
 
*Muita gente acredita que as palavras ‘pesquisa’ e ‘ciência’ estão ligadas apenas a áreas como biológicas e exatas, que usam laboratórios, por exemplo, mas não. Elas estão ligadas à todos aqueles que se dedicam a pesquisar e estudar a fundo um tema.
 
Então, voltando, primeiro durante meu curso eu fiz estágio. Ele é obrigatório e na época em que cursei ele era indicado para o 3º ano. Comecei no 2º estagiando voluntariamente no Centro de memória da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Lá eu ajudava na higienização de documentos, livros e fotos que estavam sendorecuperados e documentados.
Após esse estágio, comecei outro voluntariamente. Fui estagiária na Biblioteca Central do campus, que escolhi também como lugar que eu usaria para falar na minha disciplina de estágio. Depois de voluntária, fui contratada como monitora e fiquei pouco mais de meio ano trabalhando por lá.
Foi uma experiência incrível e aprendi muito trabalhando em uma biblioteca de grande porte como aquela. Eu fazia o serviço inicial do tratamento de informação, passei, desde a conferência de encomendas até o aprendizado de classificação e catalogação de obras.
 
Enquanto eu estava na biblioteca, surgiu uma oportunidade de me dedicar à pesquisa, e como era algo que eu tinha muita vontade, saí da monitoria e fui me dedicar à iniciação científica (IC).
Durante o resto do meu curso me dediquei exclusivamente à pesquisa. Do momento em que comecei a IC percebi que seria isso que eu gostaria de fazer da vida.
Minha pesquisa foi dedicada a estudar colecionadores de livros de Ribeirão Preto e suas particularidades, o que eles tinham de diferente de outros tipos colecionadores. Esse foi também meu TCC.
 
6. O QUE E FAÇO AGORA
 
Assim que terminei a graduação eu decidi que não queria abandonar a pesquisa e continuei o caminho para formação acadêmica: prestei mestrado.
Passei e fiz meu mestrado na UNESP, em Marília. Ao mesmo tempo que estudava, tive a oportunidade de trabalhar na montagem e organização de uma biblioteca, então me dividi entre pesquisa e mercado.
Hoje continuo na mesma escola, já com a biblioteca que montei, pronta e estou me preparando para prestar doutorado.
Fui levando a pesquisa e o mercado de trabalho ao mesmo tempo, mas posso dizer que o que eu realmente desejo é a vida acadêmica.
7. COMO EU ME SINTO NA ÁREA E O QUE ACHO
 
Bom, eu posso dizer que não me vejo fazendo outra coisa. Até meus amigos dizem isso, que nasci para essa área.
Como eu sou extremamente perfeccionista e bastante organizada, tudo isso caiu como uma luva para mim. Eu amo atuar como bibliotecária e acho uma profissão linda. Tive experiência tanto na escolar como na universitária e gosto das duas. Na escolar é bacana ver o poder de um bibliotecário no incentivo da leitura e na formação de um leitor e eu acho isso o máximo.
Na pesquisa eu sou apaixonada pela possibilidade de poder estudar algo e trazer idéias novas para a área. Sou curiosa e acho que isso é fundamental para qualquer pesquisador. Achar algo que te instiga e ter a possibilidade de pesquisar e trazer para o mundo científico coisas sobre isso é minha motivação.
Gosto da possibilidade de ensinar também. Dar aulas e poder passar minhas experiências adiante também é algo que me agrada.
 
Então é basicamente isso. O curso prepara o aluno para ambas as formações e vai da escolha de cada um decidir o que prefere.
O mercado de trabalho hoje é bom para um cientista da informação. Existem vagas em diversos lugares, atuando em bibliotecas ou centros de documentação.
Como eu disse os cursos tem nomeclaturas diversas, então é bom se assegurar que eles emitam diploma como Biblioteconomia, senão você não pode atuar como tal. É importante se assegurar antes, pois a profissão exige formação específica e cadastramento em conselho.
Para quem tem curiosidade, o piso salarial da profissão de bibliotecário hoje é R$ 2600,00 para jornada de 40 horas semanais. Aí o cálculo do trabalho varia de acordo com a função exercida e as horas trabalhadas.
 
Para quem quer mais informações sobre a profissão/curso indico dar uma olhada aqui também:
 
– Lista completa dos cursos de Biblioteconomia no Brasil (com links diretos para as universidades!)
Fora isso estou aberta a quem quiser conversar mais sobre isso ou ainda tiver alguma dúvida!
Espero ter ajudado quem gostaria de saber mais sobre isso e ter conseguido colocar uma luz em quem não faz a menor ideia do que um profissional nessa área faz!
🙂
 
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CAFÉ DA BIBLIOTECA: NOVA TAG!

OIS!
Depois de um tempo meio atoa, sumida, voltei! o/
Tenho trabalhado bastante e passando por uma fase meio corrida, enfim, o fato é que estou organizando algumas mudanças aqui para o blog. Comecei um curso de HTML + CSS e vamos ver se no fim consigo trazer algumas coisas que aprendi aqui para o blog. Estou com planos para uma repaginada, um visual novo e mais descolado, rsrs, vamos ver!
Há um tempo atrás eu falei sobre novos ares para o blog, mas acabei não conseguindo fazer tudo que prometi, por falta de tempo e também por achar que algumas coisas não eram tão legais quanto eu imaginei. Desisti de algumas ideias e trouxe outras novas, a vida é assim, né? A gente pensa, pensa e vai ajeitando tudo da melhor maneira possível.
Enfim, o fato é que eu resolvi trazer para cá uma tag nova, que espero que vocês gostem e espero conseguir manter ela atualizada como desejo, é a ‘Café da biblioteca’. Nela pretendo falar um pouco sobre minha rotina bibliotecária. Talvez não seja de interesse de todos que passam por aqui, mas acho que é uma oportunidade bacana para trocar ideias com amigos de profissão e com quem mais quiser bater um papo.
Já tenho alguns posts programados para ela e, no futuro, ela vai ter um cantinho no topo junto dos outros assunto principais… 
Talvez hoje ou amanhã o primeiro post apareça por aqui. Espero que vocês gostem!
Vai ter até um selo para indicar:

🙂


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