TEXTÃO SOBRE 2016

2016 foi um ano duro.

Se fosse para resumir seria isso. 2015 já foi um ano difícil, enfrentei uma demissão e incertezas e 2016 já começou nesse climão.

Nesse ano tive que lidar com a falta de grana, precisei voltar a ter ajuda dos meus pais (não que isso seja um problema, ou vergonha, nunca tive vergonha disso, eu batalho pelos meus caminhos, mas às vezes a gente precisa de ajuda, só é chato) e tive bolsas de pesquisa negadas repetidas vezes.

Fui o último ou penúltimo lugar na lista de candidatos a bolsa da Unesp. Na Fapesp minha bolsa foi recusada duas vezes com a desculpa de ‘está ótimo, mas não temos grana’. Estava tudo um fiasco.

Motivação para estudar? Zero.

Motivação para meus projetos pessoais? Zero.

Larguei absolutamente tudo e vivi um semestre no limbo. Fazendo um pouco de tudo e de nada. Me dediquei ao canal, a literatura e a arrumar alguns artigos científicos que já estavam prontos. Trabalhei muito, sem render nada e com uma auto cobrança absurda.

É óbvio que a gente não pode se deixar abater, mas tem momentos em que não há força de vontade o suficiente. Foi simplesmente assim. Meus projetos de escrita foram todos abandonados, de finalista do ‘Brasil em prosa’ eu virei uma escritora amadora travada e sem ideias. Me pressionava para tentar, conseguia grandiosas porcarias, até que desisti de vez. Isso eu ainda não consegui retomar.

Com meu desânimo na área acadêmica, comecei a me dedicar mais ao canal. Surgiu o ‘Fala, Bibliotecária!’, que deu muito mais certo do que eu poderia imaginar, e assim comecei a me animar com outros caminhos. Na verdade 2016 é sobre esses outros caminhos. Deixei meu doutorado e todas as nóias, perturbações, ansiedades e pressões psicológicas referentes a ele um pouco bem pouco de lado e mergulhei na onda de uma bibliotecária no youtube. Deu certo.

As pessoas foram chegando, os convites, as parcerias e assim comecei a juntar tudo numa só coisa: a bibliotecária, do canal no youtube, que faz doutorado. Claro que ainda não está tudo bem, a bagunça é grande, mas pelo menos eu acho que sei por onde começar.

Com o canal e as portas que ele me ajudou a abrir, recuperei um pouco da minha autoestima e comecei a pensar que eu era capaz de fazer algo bacana, sim e resolvi tentar mais uma vez uma bolsa no doutorado.

O resumo é que consegui uma bolsa de pesquisa na Fundação Biblioteca Nacional, como segunda colocada em um processo seletivo onde o Brasil todo podia concorrer. Eram 32 candidatos para 4 bolsas, parece pouco, mas não é, o país tá ferrado e tá todo mundo matando cachorro a grito. Achei que nada mal para quem sempre foi lanterninha na Unesp (não vai ter modéstia).

E o fim é esse. Começou bem mal, mas está terminando melhor. Não fico tranquila porque sei que ainda vai ser difícil, mas acho que estou pegando o jeito. O balanço é um ano pesado, meio sofrido, cheio de crescimento, amadurecimento, trabalho de uma forma diferente do que eu imaginava e uma tatuagem, que ninguém é de ferro.

As promessas para 2017 eu faço em outro post.

Obrigada a todos que andaram comigo nessa jornada de crescimento que foi esse ano todo, as pessoas incríveis que me acompanham e que curtem meu trabalho com o Ultiminho e que sempre tiveram palavras de ajuda e motivação em meus desabafos. Parece bobo, mas vocês me deram sorrisos em muitos momentos amargos, obrigada!

#oultimojuro

:)

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