NÃO, EU NÃO MARATONEI

É domingo, quase segunda e eu estou exausta. E nem é pela segunda.

Abri meu ~face hoje e me deparei com uma enxurrada de posts, críticas e mil comentários sobre ‘Os 13 porquês’ que estreou esses dias na Netflix.

Preciso desabafar. QUE SACO.

Sério, estou EXAUSTA dessa modinha de ‘e aí já maratonou a série X?’

‘Maratonou’ e a nova palavra do vocabulário exaustivamente chato junto com ‘sextou’, ‘gratidão’, ‘sororidade’, ‘empoderamento’ e qualquer coisa com @.

(Reza a lenda que você não precisa de nenhum item dessa lista para ser alguém equilibrado, livre de preconceitos e que luta por direitos iguais).

Voltando ao assunto, que mundo chato esse em que estamos vivendo. A galera toda vê tudo em 2 dias só para comentar primeiro, criticar primeiro, resenhar primeiro, zzzz…

E não é só com série, não. É com tudo.

Antigamente a gente ia nas estreias do cinema na sexta-feira. Depois começaram as pré-estreias às quintas. E hoje tem a pré-estreia da pré-estreia na quarta! WTF!?

Isso porque antes dessa zoeira toda tem a ‘sala de imprensa’ que libera tudo antes para a galera das mídias verem e já soltarem resenhas antes mesmo do negócio estar disponível para todos, HEIN?

E aí já saem mil notas, comentários, audiência… E o fator surpresa não existe mais.

Acho isso tão chato. Nem sei mais qual foi a última vez que fui ao cinema totalmente neutra. Isso porque não leio nada nunca, evito comentários e cancelo assinatura dos meus amiguinhos tagarelas. Mas ainda assim não consigo fugir.

Não sou hipster, chata, hater, não. Só queria sossego mesmo.

Dessa primeira onda vem a segunda: ‘COMO VOCÊ AINDA NÃO VIU O FILME QUE ESTREOU ONTEM? ’

NÃO.VI.

É muito chato isso. Com livros a mesma coisa. Uma editora mais pop lança algo, manda para a galera ~influente e já era. Pipoca e vira um tsunami.

Eu cansei e comecei a pegar implicância.

Parei de ler lançamentos. As editoras fazem publi com os booktubers, alguns fazem aquele joguinho sujo e não sinalizam, vendem de forma desonesta e ainda criam o hype de ‘NOOOOSSSAAA, VOCÊ NÃO LEU AINDA? MELHOR LIVRO DA VIDA, VOCÊ TEM QUE LER!’.

Cai fora. Deixei de acompanhar vários e cada vez mais procuro obras fora dessa onda. Tenho lido mais clássicos e continuo na minha dos scifi e fantasias virjonas (que nunca dão hype, não sei por que)

Quem me acompanha sabe que nunca fiz parceria em 3 anos de Ultiminho. Prezo muito pela liberdade de ler quando quiser e falar o que quiser. E fico triste de ver que muita gente não liga para isso, as duas coisas mais importantes sobre leitura.

Mas é mais isso mesmo. Um desabafo sobre esse corre-corre de quem viu primeiro e falou antes.

Deixei de ver alguns lançamentos da Netflix, alguns filmes, porque acho essa hiper hyperização das coisas muito chatas. Fica um monte de gente papagaiando críticas de grandes sites, repetindo prós e contras e pensando por si cada vez menos.

Como já disse não sou diferentona, não, só queria sossego mesmo e que filmes-livros-séries não virassem uma corrida de vaidade e para se gabar.

*Outra coisa: filmes com trailer de mais de um minuto e com mais de dois trailers tem que ser extintos.

#oultimojuro

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TODO MUNDO É ESCRITOR

Depois de algum tempo apenas assistindo, resolvi trazer meus comentários em forma de textão. De repente todo mundo é escritor, não é mesmo?

Todas as editoras estão achando bacana publicar um livro de subcelebridades. A moda do momento são os youtubers. Gente engraçadinha, biografia adolescente (oi?), donos de canais que bombaram, tem para todos os gostos.

E daí, qual o problema, Gabriela?

Nenhum. Cada um publica o que quer, vende o que quer e lê o que quer.

O ponto é que estou aqui assistindo e achando tudo isso muito engraçado. Muito mesmo.

Quando os primeiros livros saíram, foi a maior febre, todo mundo menos eu a hater AMOU. E ai aconteceu o óbvio: descobriram que ninguém escreveu absolutamente nada. De repente a internet descobriu a existência dos ghost writers, como se eles tivessem saído da deep web nesse instante. Pois é, sinto muito dizer, mas existem pessoas escrevendo e colocando o nome de outras. E nem é trabalho de colégio e faculdade.

Agora tá todo mundo metendo o pau. Achando absurdo, falta de respeito, palhaçada, enganação. Só porque ‘descobriram’ que alguém não foi capaz de escrever um livro em um mês.

Eu assisto isso sem saber se é para rir ou chorar.

Escrever é uma questão de treino, de leitura, de técnica, de persistência e principalmente de estudo.

Aff, Gabriela, e quem é você para falar alguma coisa?

Ninguém, de fato. Minha profissão é escrever, e ainda assim, em cinco anos de estudo, de mestrado, de doutorado, dos meus projetos de escrita fantástica, de blog, eu acho que não sei nada. Tenho muitos problemas, falhas e inseguranças e até hoje morro de medo de apresentar algo meu aos outros. É óbvio que isso possa significar apenas que eu sou ruim no que faço, é uma possibilidade, talento também é necessário. E é claro que eu não sirvo de exemplo para ninguém, mas estou apenas trazendo um ponto.

A caminhada é árdua e não, não existem escritores em um mês.

Repare bem: por que nós ainda não lemos o sexto livro de ‘As crônicas de gelo e fogo’? Ah, porque George Martin está escrevendo ele há CINCO ANOS. CINCO ANOS. E vale lembrar que o primeiro é de 1996, ou seja, a série está sendo escrita há vinte anos.

Deu para entender?

J.K. Rowling demorou dez anos para escrever todos os ‘Harry Potter’. E por ai vai…

Claro que tempo não é fator determinante, mas escrever um livro em poucos meses? Não força, parça.

Não acho que essa ‘literatura’ abre portas para outras. Não acho que é um princípio. Não acho que devemos valorizar para que quem compre se sinta incentivado a comprar mais.

Esse tipo de livro não é para quem gosta de ler e não é para transformar quem não gosta em leitor. É para dar dinheiro. E só.

Respeito mais quem lê saga ‘Crepúsculo’ e ‘Cinquenta tons de cinza’. Pelo menos a pessoa procurou por uma história, seja ela qual for, não por uma pessoa, uma foto na capa, e um ‘causo’ da vida.

Para isso existem revistas. As pessoas estão confundindo as mídias.

Pode parecer meio amargo da minha parte e até, para aqueles que adoram, ~recalque. Mas não, é só tristeza de ver como as coisas estão cada vez mais jogadas, mal feitas (na cara dura!) e todo mundo só engolindo tudo.

Fecho com o vídeo desse senhor:

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RESENHA: O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD (AGATHA CHRISTIE)

Olá, pessoal!

Na resenha dessa semana falei sobre um dos meus gêneros favoritos: Romance policial! O livro é um clássico e o primeiro best seller da rainha do crime!

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BATALHA DE DISTOPIAS

Para fechar minha saga ‘lendo a trilogia de distopias clássicas’, fiz um vídeo comentando todas elas e comparando com uma mais moderninha, ‘Jogos Vorazes’. Para facilitar vou deixar todas as resenhas e o vídeo de comentários por aqui!

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RESENHA: 1984 (GEORGE ORWELL)

Aproveitando o último post e o assunto ainda fresco, resenhei ‘1984’ lá no canal!

E em breve terá ‘Admirável mundo novo’ e um vídeo comentando os clássicos distópicos! Se você ainda não é inscrito aproveite para se inscrever, pois vem muita coisa por aí!

 

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A DISTOPIA É AGORA

Terminei hoje ‘Admirável mundo novo’, o último livro que faltava para concluir a trilogia clássica distópica junto de ‘1984’ e ‘Fahrenheit 451’. Obviamente falarei de todos no canal, resenharei e falarei de semelhanças e diferenças. Mas enquanto isso eu resolvi vir aqui falar um pouco do que identifiquei e do que eu acho sobre todas essas histórias e nosso mundo.

Assim que terminei ‘Admirável mundo novo’ comecei a pensar nas semelhanças com nossa sociedade atual. Como nós vivemos em um mundo distópico e retrógrado sem sequer perceber e como não precisamos de nenhum estado totalitário para andarmos para trás e vivermos de mentiras.

Vou explicar.

Não estamos queimando livros, nem temos bombeiros que ateiam fogo. Mas na verdade estamos sim queimando livros com uma literatura cada vez mais fútil e superficial, onde o interesse vai para o mais fácil e o mais falado. Queimamos todos os dias obras geniais como essas três para dar lugar a distopias adolescentes, romances sofridos e histórias que não querem dizer absolutamente nada.

Não precisamos de um ‘Grande irmão’ para nos vigiar. A sociedade faz isso e cobra comportamentos X ou Y, quer saber se você namora, com quem namora e por que namora. Se você é feliz e por que você não está mostrando por aí o quanto é feliz. Assim como no universo de Huxley a vida é cada vez mais em comunidade e de aparências, você precisa ser feliz, você precisa estar feliz e você precisa mostrar como é feliz. Afinal qual o sentido de uma vida privada?

A solidão é cada vez mais estranha. Ninguém gosta de ficar só, de ficar em silêncio. Há televisões por toda parte enchendo os ambientes, os bares, os consultórios para o caso de o assunto acabar, ou para não deixar o ambiente quieto demais, vazio demais.

Os celulares e as redes sociais são nosso soma. Quer esquecer da vida? Fingir que nada está acontecendo? Fugir de tudo? Uma hora de facebook e sua alienação está feita. A internet é a nova droga, que consome, que distrai e que é acessível.

No meio disso tudo há poucos Winstons, poucos Montags, que sentem o desequilíbrio. O que há de sobra são Bernard Marxs, que se revoltam quando a situação favorece e quando a revolta diz respeito apenas a si mesmo. Quando as coisas não vão bem para o indivíduo, quando não há a atenção desejada ou os louros esperados. Ai há revolta e desconforto.

O que vemos de sobra também são diversas Mildreds, tontas, fúteis, superficiais. Que se importam única e exclusivamente com a aparência e a opinião alheia. Que dependem da aprovação externa para cada passo que será dado na vida.

Tudo isso coberto de uma fina camada de falsa opinião, de pseudo intelectualidade e interesse, afinal todo mundo é bom demais e todos precisamos nos ater aos problemas do último momento.

Não precisamos de um Grande Irmão, de castas de Alfas, Betas e Gamas, nem de bombeiros autoritários. A sociedade vai mal sozinha e anda criando as próprias proibições. Na verdade já vivemos no ‘Comunidade, identidade, estabilidade’ e ‘Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força’. Principalmente a parte do ‘ignorância é força’.

Como dizia Raul Seixas, ‘pena não ser burro, não sofria tanto’.

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O LIVRO DE 8 ANOS

AE! Finalmente vim falar sobre esse livro por aqui, rs.

Bom, acho que quase todo mundo já sabe bem da história, não é? Um livro que conheci na graduação, em 2007, através do filme, que me apaixonei e fui ler, mas não consegui acabar.

Entrava e saia ano e nada de eu finalizar, até que decidi que a edição estava sendo o problema, mudei e finalmente, terminei. É o resumo da ópera.

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Mas não vim aqui para resenhar nem falar do quando, vim aqui para falar de como foi esse vai e vem. É engraçado que esse livro sempre esteve como prioridade nas minhas listas e sempre que eu tomava uma decisão de mudar radicalmente algo, ele estava ali no topo das mudanças. ‘Agora acabo.’

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Ele me serve de exemplo para perceber como somos voláteis e nos deixamos levar. Rapidamente eu deixava esse projeto principal de lado e ia me aventurar por outras páginas. Até que esse ano eu decidi que não iria passar, comprei outra edição e me dediquei. Talves eu não estivesse com a cabeça legal para aproveitar antes, talvez tenha sido pura preguiça, mas sei que curti o momento e foi uma leitura muito bacana.

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Esse foi o segundo livro ‘odisséia’ que finalizei esse ano. Antes foram as ‘Crônicas de gelo e fogo’, que também era um projeto a ser terminado. Confesso que quando virei a última página me deu um certo vazio e agora fiquei sem nenhum desafio como foi o meu ‘O nome da rosa’.

Claro que minha estante está cheia, então creio que logo vai aparecer mais uma prioridade que vai ser deixada de lado varias vezes, rs. Muita gente me perguntou por que eu demorei tanto, muitos disseram que haviam lido esse livro em uma semana, que era para eu largar mão porque eu não estava gostando, enfim, mil coisas. Mas cada um tem sua história e essa é uma das minhas. Que graça tem dizer que leu em 2 dias? É uma vaidade e é bem legal ler um livro rapidinho, todo mundo quer, mas não me envergonho da minha vagareza.

Li esse livro dos mais diversos jeitos, com a cabeça cada hora em uma fase, em momentos diferentes. Li mil vezes os mesmos trechos e a cada uma pensei sobre algo diferente e mesmo assim nunca quis abandonar. Significa algo, não?

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Sei que agora tenho com toda certeza mais um livro pra dizer que é ‘da vida’ e acho que é mais ou menos dessa forma que a gente acha essas obras que ganham um espaço diferenciado.

Fiquei feliz por ter terminado esse desafio e agora quero outros. Acho que nada motiva mais. Então deixo isso para cada um de vocês: se concentre em terminar algo que anda abandonado por aí. Vale a pena!

Para quem quiser saber mais, deixo a resenha:

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